Uma vez, deitado, olhei para as estrelas.
Imaginava o distante.
Outros mundos. Outros lugares.
E, enquanto buscava lá fora, esquecia de olhar para dentro.
O distante me fascinava talvez pela curiosidade,
talvez pela promessa.
De lá eu recebia sinais:
imagens, sensações, a ideia de um lugar.
Mas esse lugar não se acessa a partir de mim.
Ele vem de fora.
E, ainda assim, mora em mim desde sempre.
É uma saudade estranha
de um lugar onde nunca estive,
de algo que não conheço,
mas reconheço.
Procurei espaço aqui.
Não encontrei.
Essa ilusão chamada Terra me cansa todos os dias.
O mundo criado pelos homens não é o real.
No meu mundo, eu mergulho.
Fundo.
Para descobrir o que fui antes de esquecer.
Espero te ver um dia.
Em algum dos mundos mais distantes que podemos encontrar.
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